Representantes de 15 entidades ligadas a movimentos sociais e sindicais reuniram-se nesta terça-feira (22) com o candidato a governador Patrus para apresentar sugestões para a gestão no Palácio Tiradentes. Os temas envolveram moradia popular, investimento em tecnologia, rodoanel, valorização dos servidores públicos, advocacia social, saúde mental e mobilidade, entre outros.
Patrus recebeu documentos com propostas de cada setor, que serão analisadas e incluídas no plano de governo. “O nosso compromisso é construirmos em Minas, com competência, com políticas públicas rigorosas, com obras e tudo mais, uma democracia participativa, ouvindo as pessoas, as entidades. Temos as linhas básicas do nosso compromisso para bem governar com as comunidades gerais, e claro vamos acolhendo as propostas, como as de vocês”, afirmou o candidato.
Integrante do Movimento de Luta pela Moradia, Geralda Amaral apresentou a Patrus uma carta com a assinatura de 36 entidades que pedem uma política habitacional para Minas Gerais – que segundo ela, deixou de existir nos últimos anos. “Agora é a nossa chance de reconstruímos essa política em Minas. E também de criar uma política ‘pós-morar’, para que as famílias que se assentam continuem assistidas”, afirmou ela, referindo-se a uma ação de acompanhamento social a essas famílias de baixa renda.
A Sociedade Mineira de Software (Fumsoft) também participou do encontro e lamentou que Minas Gerais hoje ocupa a sexta posição no país no segmento. “Minas chegou a disputar a segunda colocação com o Rio de Janeiro e hoje está perdendo espaço em um segmento que é tão importante”, disse Leo Fares. Segundo ele, o Estado tem um grande potencial, mas precisa de políticas públicas para incrementar o setor.
Marta Elizabete de Souza, do Fórum Mineiro de Saúde Mental, relembrou que Patrus, enquanto prefeito de Belo Horizonte, foi o responsável pela implementação da rede de saúde mental na capital. Se eleito governador, pede que o candidato invista na expansão do setor e adote políticas públicas para combater violações aos direitos humanos. Para ela, é fundamental ainda que ações de assistência social sejam adotadas em conjunto com a saúde mental.
Da Rede Nacional de Advogados, que agrega 50 grupos atuantes em várias áreas do Direito, Patrus, que foi advogado da área trabalhista e professor da PUC Minas, recebeu o apelo de atuar junto à Assembleia Legislativa, para um projeto de assessoria jurídica popular. Psicólogos do Confluências de Minas também participaram do encontro e reforçaram o papel da profissão na defesa da democracia, direitos humanos e justiça social.



