Enfrentamento aos crimes fiscais e melhoria da infraestrutura na pauta de reunião com diretores do Minaspetro

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Em reunião com dirigentes do Minaspetro, entidade que representa proprietários de 5.020 postos de combustíveis e revendedores de derivados de petróleo no Estado, o candidato a vice-governador na chapa de Patrus, Jarbas Soares, recebeu sugestões e ouviu as principais reivindicações do setor. A falta de bons corredores rodoviários para o trânsito dos caminhões transportadores de gasolina, etanol e diesel e os crimes contra a  ordem tributária com o mercado irregular de combustíveis foram os temas que lideraram a conversa.

Atualmente, a questão da fraude volumétrica no combustível é a maior dor de cabeça do Minaspetro. Segundo  o gerente Institucional do Minaspetro, Guilherme Barbosa, é uma fraude silenciosa, pois poucos consumidores finais percebem o golpe. Somente quem acompanha de perto o rendimento do carro.  

“É quando você vai abastecer, a bomba marca 40 litros que você pediu para encher o tanque, mas o posto te entrega 36 litros. Essa diferença de 4, 5 litros por abastecimento lesa o consumidor, lesa os cofres do Estado e tira a concorrência em pé de igualdade dos demais. Essa fraude virou epidemia. Já sentamos com Polícia Federal, Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, mas é bem complicado de cercar. Tivemos, em outras épocas, a questão da adulteração de combustível, mas hoje é bem mais difícil”, contou.

O presidente do Minaspetro, Fábio Moreira, ressaltou a importância de o novo governo investir na fiscalização não apenas dos postos de combustíveis, mas também nos distribuidores. “Temos várias questões que envolvem nosso setor e nunca chegamos com suposições. Sempre fazemos levantamentos e investigação antes. Sabemos que há uma outra prática ocorrendo da ordem de crime tributário, que é caminhão de etanol de outro estado vindo para Minas com meia nota, ou seja, ele carrega 30 mil litros, mas a nota fiscal é de 15 mil”, alertou.

Jarbas ressaltou que um dos pontos relevantes da chapa com Patrus é o investimento nas carreiras de Estado, incluindo na de auditores da Secretaria da Fazenda (SEF-MG), que cuidam desse tipo de fiscalização. “Diante de um Estado que vem sendo desmontado há alguns anos, pretendemos reconstruir um serviço público de qualidade, termos um governo atento a várias questões, com gestão firme e eficiente, e, em parceria e diálogo com os vários atores do setor produtivo, fazermos a economia voltar a girar”, comentou.

Estradas
Maurícia Vieira, diretora do Minaspetro, lembrou as condições ruins das estradas que cortam o estado, e que prejudicam o transporte dos combustíveis. “Infelizmente, dependemos do transporte rodoviário, e nossas estradas não receberam investimentos nos últimos anos. Tivemos alguns acidentes por conta da má conservação de alguns trechos. Por isso, é de e extrema relevância que o novo governo de Minas olhe para isso também”, pontou. 

Para Jarbas, em se tratando de irregularidades envolvendo combustíveis todos saem perdendo. “Todo cidadão tem um prejuízo com fraude em combustível. Então, é uma área que tem que ter muita atenção do Estado, tanto a questão tributária para sempre aperfeiçoar, para desonerar o que puder, mas também para ajudar a combater a concorrência desleal. Quando combatemos as irregularidades, a gente acaba ajudando a equilibrar e a regular o mercado, né?”, concluiu.

Jarbas finalizou: “Patrus e eu queremos virar a chave do pessimismo que se instalou em Minas Gerais. Isto se faz com propostas, planejamento, ousadia e coragem.  E um tanto de otimismo. Queremos juntos reconstruir nosso estado e governar com gestão firme, ouvindo e dialogando com todos os segmentos da sociedade”, completou.