Não, o governo Zema fez a dívida pública de Minas disparar
Desde 2019, quando Romeu Zema assumiu o governo de Minas Gerais, a dívida do estado disparou. Em 2019, a dívida total era de R$ 114,7 bilhões. Em 2025, saltou para R$ 201,1 bilhões. A maior parte desse rombo é com a União: em 2019 era de R$ 88,7 bilhões e, em 2025, passou para R$ 177,5 bilhões. Mais que dobrou em apenas sete anos.
Parte dessa dívida poderia ter sido amenizada, mas, em vez de sanear as contas, o Governo Zema abriu mão de R$ 90 bilhões em isenções fiscais para grandes empresas entre 2021 e 2025, sem qualquer explicação. Os números oficiais mostram uma escalada ano a ano: R$ 13 bilhões em 2021, R$ 15,3 bilhões em 2022, R$ 18,8 bilhões em 2023, R$ 20,2 bilhões em 2024 e R$ 21,8 bilhões em 2025. Isso significa que, em média, R$ 20 bilhões por ano deixam de entrar nos cofres públicos. Dinheiro que poderia ser usado para dimunir a dívida ou como investimento em políticas públicas. O Governo Zema não fez uma coisa nem outra, e nunca apresentou publicamente um cálculo contábil que comprovasse que a contrapartida dessas isenções tenha sido um bom negócio para o povo mineiro.
Outra fonte de recursos que Minas Gerais tem são os R$ 170 bilhões que a Vale paga ao estado, cumprindo acordos judiciais pela reparação dos crimes ambientais em Mariana e Brumadinho. Esse era um volume extraordinário de dinheiro que poderia ter fortalecido serviços públicos, recuperado áreas degradadas e investido em saúde, saneamento e infraestrutura, sendo R$ 100 bilhões em recursos novos. Entretanto, o Governo Zema não conseguiu converter esses recursos em melhorias estruturais duradouras para a população. Se não foi utilizado nem em melhorias, nem para pagar a dívida, onde foi parar esse dinheiro?
Até hoje, ninguém explica com clareza. O que se sabe é que o Governo Zema se valeu de uma sentença judicial que congelou o pagamento da dívida com a União e, durante a maior parte do seu mandato, não fez pagamento nenhum. Isso fez com que a dívida crescesse de forma descontrolada, pois os juros continuaram correndo.
Então, afinal, o que o Governo Zema fez de fato com a dívida? Suspendeu os pagamentos, parou a cobrança na Justiça e, depois, aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal, que asfixia investimentos públicos e obriga a venda de estatais. Atitudes que empurram o problema para o futuro e desfalcam o estado. Por isso a dívida pública de Minas Gerais está nessa situação.


