Ministra Margareth Menezes destaca políticas, defende fortalecimento da cultura em Minas e declara apoio a Patrus

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Em passagem por Minas Gerais nesta quinta-feira (1º), a ministra da Cultura, Margareth Menezes, se encontrou com o candidato ao governo de Minas Patrus, para um café, apresentar os feitos dos últimos anos do ministério e declarar seu apoio à campanha. “Hoje, 99% das cidades brasileiras estão tendo acesso às políticas culturais. Conseguimos remontar o cenário e esse contato se deu principalmente por meio das secretarias municipais e estaduais”, afirmou a ministra. 

Entre as ações nacionais mais relevantes destacadas por ela estão a execução da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc – que tem R$ 15 bilhões para serem executados em cinco anos, segundo Margareth -, além de iniciativas nas áreas de patrimônio, audiovisual, formação e fomento à produção cultural.

“Fortalecer a cultura é uma das bases do nosso plano de governo; cultura e desenvolvimento regional devem fazer parte de uma mesma estratégia de valorização das características de cada território mineiro”, disse Patrus. Ele acredita na reestruturação da Secretaria de Estado da Cultura, dissociada do turismo – hoje as pastas estão juntas. E o candidato já sinalizou que seu governo vai apostar na regionalização do turismo como forma de impulsionar o desenvolvimento local e fortalecimento da área como instrumento para geração de renda.

Ao falar especificamente de Minas Gerais, a ministra ressaltou a força e a diversidade cultural do Estado e defendeu maior articulação das políticas estaduais com as iniciativas federais. “Aqui em Minas Gerais a cultura é algo muito forte. Aqui tem um pouquinho do Brasil. É o Estado mais parecido com o Brasil”, afirmou. 

Outro eixo apresentado por Margareth foi a descentralização dos mecanismos de incentivo, com iniciativas destinadas a ampliar o acesso de produtores de diferentes regiões, pequenas cidades, favelas, juventudes e outros territórios. “Alcançamos grupos e territórios que historicamente tiveram menor acesso aos mecanismos de financiamento”, disse, citando a formação e ação de agentes culturais em localidades até então invisibilizadas, o fomento a bibliotecas comunitárias e ações voltadas às culturas afro-brasileira, indígena e cigana.

“Na formação de trabalhadores da cultura, projeto realizado em parceria com institutos federais, Minas Gerais alcançou cerca de 36 mil matrículas, em cursos gratuitos de áreas como teatro, sonorização e fotografia”, destacou Margareth.

A descentralização cultural e distribuição de recursos para territórios com menor acesso a mecanismos de fomento são questões cruciais no plano de governo de Patrus. Seu plano prevê a articulação entre cultura e educação como forma de incentivar o acesso e inclusão, seja no ensino fundamental ou superior, como na UEMG e Unimontes, Institutos Federais e Escolas Livres de Arte e Cultura. Leitor assíduo, Patrus também acredita nos programas de incentivo à leitura e articula a valorização de bibliotecas e demais espaços livres para leitura, além da ampliação de acervos físicos e digitais.

Patrimônio histórico e BDMG Cultural
Entre outras estruturas que pretende fortalecer, estão o Iepha-MG (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) e o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, em função da proteção e conservação histórica e material da memória estadual. Com a retomada do BDMG Cultural, meta estabelecida no Plano de Governo, há o objetivo de criar linhas de financiamento para a economia criativa, apoio a pequenos negócios com políticas e disponibilidade de instrumentos específicos e assistência técnica.

Enquanto prefeito de Belo Horizonte, Patrus idealizou o FIT (Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte), consagrado até os dias atuais como um dos maiores festivais culturais do Brasil. O Festival de Arte Negra (FAN BH) também foi criado durante sua gestão na PBH, entre 1993 e 1996.