A proposta de criação de um Polo Mineiro de Industrialização do Lítio no Vale do Jequitinhonha – onde está 85% das reservas do metal no Brasil – foi apresentada pelo candidato a governador Patrus durante reunião realizada em Araçuaí, neste sábado (26), com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens. O candidato ainda recebeu do grupo uma carta-compromisso com sugestões de medidas a serem adotadas caso eleito para comandar Minas Gerais.
A defesa de Patrus é promover a soberania do lítico e instituir uma política para que a exploração do metal esteja vinculada à implantação de etapas de beneficiamento, processamento e fabricação de componentes para baterias em Minas Gerais, articulando universidades, centros de pesquisa, empresas públicas e privadas e os municípios do Vale do Jequitinhonha, de forma garantir o desenvolvimento sustentável da região.
Além de um debate público sobre o lítio, o grupo pediu políticas para a Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Lagoão e os territórios dos povos e comunidades tradicionais de Araçuaí e região; retomada do levantamento e reparação dos passivos ambientais de barragens e hidrelétricas; e a elaboração de uma política de industrialização regional, garantindo a soberania popular em torno dos minerais críticos.
Durante o encontro, Patrus reforçou que sua proposta é um governo transparente na aplicação dos recursos públicos e que tenha a participação popular. “Teremos um orçamento democrático e participativo com as pessoas das cidades e regiões decidindo conosco onde e como aplicar os recursos públicos. Sempre tratei o dinheiro público como algo sagrado e que deve ser encaminhado para promover a vida e o bem das pessoas”, afirmou o candidato a governador.
Ao lado de candidatos a deputados e lideranças da região, Patrus participou de uma carreata e caminhada para apresentar suas propostas para o Vale do Jequitinhonha. Além do projeto envolvendo o lítio, ressaltou a importância de investimentos na assistência técnica e extensão rural, especialmente para pequenos e médios produtadores, e lamentou uma articulação limitada da pesquisa agropecuária com as demandas regionais.
Essa dificuldade acontece principalmente no Norte, Jequitinhonha e Vale do Mucuri, onde estão as maiores populações rurais e os maiores índices de pobreza em Minas Gerais. Dessa forma, Patrus defendeu a implementação de políticas voltadas à inclusão produtiva e fortalecimento da agricultura.



