Representantes do Sicepot-MG e do Sinduscon-MG apresentaram ao candidato a vice-governador na chapa de Patrus, Jarbas Soares, propostas para ampliar os investimentos em infraestrutura e habitação em Minas Gerais. Entre as demandas estão a criação de um Fundo Estadual de Infraestrutura, a execução do Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT-MG) e a adoção de uma política de Estado para o setor, com planejamento de longo prazo.
Jarbas afirmou que a proposta da chapa prevê a reorganização do Estado e a retomada da capacidade de planejamento e investimento. Entre as medidas apresentadas estão investimentos em rodovias, aeroportos regionais, ferrovias, metrô e saneamento, além de maior articulação com o governo federal. “Nós vamos ter que fazer uma reconstrução do serviço público, organizar o Estado para fazer essa mudança tão necessária”, afirmou.
Os sindicatos defendem a criação do Coinfra-MG, colegiado paritário formado pelo poder público, sociedade civil e setor produtivo, além da instituição de uma Política Estadual de Infraestrutura e Logística. A proposta também prevê mecanismos de governança e monitoramento, segurança jurídica nas contratações e definição de prioridades para executar o PELT-MG.
“A gente precisa fazer um planejamento de Estado, realmente, e não de governo, que vença governos”, afirmou Bruno Ligório, presidente do Sicepot. Segundo ele, a infraestrutura será cada vez mais determinante para a atração de investimentos e a competitividade de Minas, especialmente diante das mudanças provocadas pela reforma tributária.
O Sicepot propõe elevar o investimento estadual em infraestrutura de R$ 2,2 bilhões para R$ 6 bilhões anuais e utilizar o Fundo Estadual de Infraestrutura para atrair recursos federais e privados.
O candidato a vice-governador contou que uma proposta é a descentralização de R$ 3 bilhões do orçamento estadual para investimentos diretos nos municípios. A ideia é somar esse valor a R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares, formando um volume de R$ 4,5 bilhões para obras estruturantes. “Isso devolveria ao Executivo a capacidade de planejamento e gestão, reduzindo a fragmentação dos recursos”, disse Jarbas.
A relação entre infraestrutura e habitação também foi destacada pelo representante do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá. Segundo ele, a deficiência de infraestrutura aumenta o custo dos empreendimentos e dificulta a ampliação da oferta de moradias no Estado. “Se não tiver infraestrutura, não tem habitação”, afirmou. Lafetá defendeu uma política habitacional que considere as necessidades de cada região e uma atuação articulada entre Estado e municípios.



