A permanência da Cemig sobre o controle do Estado foi defendida pelo candidato a governador Patrus durante reunião nesta quarta-feira (23) com representantes do Sindicato dos Eletricitários do Sul de Minas Gerais (SINDSUL), em Pouso Alegre. A entidade atua na defesa dos eletricitários do Grupo Cemig e dos terceirizados que atuam na região.
Contrário à política de privatizações do atual governo – que recentemente vendeu a Copasa –, Patrus ressaltou a importância de preservas as empresas públicas estratégicas, mantendo como estatais empresas como a Cemig e Codemig, fundamentais ao desenvolvimento de Minas Gerais.
“Eu considero que a energia elétrica é um bem fundamental e que diz respeito ao cotidiano das famílias. É a luz que ilumina as nossas casas, as nossas cidades, as nossas escolas, hospitais, postos de saúde”, alegou Patrus, que pretende trabalhar por uma atuação ética e transparente da estatal, caso seja eleito governador para os próximos quatro anos.
O governo mineiro incluiu a Cemig entre os ativos apresentados à União para o abatimento da dívida, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A privatização da Copasa, concluída neste ano, ocorreu justamente como fonte de recursos para o refinanciamento dessa dívida, que em 2027 chegará a cerca de R$ 200 bilhões.
Advogado da área trabalhista, Patrus ainda ouviu dos sindicalistas um panorama das condições de trabalho e reclamações sobre o sucateamento da companhia nos últimos anos.
Regionalização da saúde
Ainda em Pouso Alegre, Patrus participou de uma caminhada pelo Centro da cidade. Cercado por bandeiras e apoiadores, comentou sobre o plano de redução de filas de espera para consultas e internações em equipamentos de saúde pública. A conclusão de obras de hospitais públicos e postos de saúde no Sul de Minas é o caminho para atingir a meta.
“Tenho dois objetivos muito claros para mim. Reduzir as filas e, se possível, terminar com elas. E também reduzir o tempo de espera para as consultas e para as internações nos hospitais públicos”, afirmou.
Para Patrus, o acesso da população mais empobrecida a hospitais de qualidade é garantia de dignidade. No governo, defende a regionalização da saúde em território estadual, de forma a introduzir cada particularidade na articulação das secretarias municipais e no desenvolvimento de políticas públicas de saúde focadas em especificidades de cada cidade, com participação social e garantia de inclusão, independente de classe ou gênero.



