Em reunião com dirigentes da construção em MG, candidato a vice-governador discute como atrair investimentos para infraestrutura

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Atrair investimentos e recursos para melhorar a infraestrutura do Estado, diminuir o déficit habitacional em Minas – hoje na casa de 600 mil moradias – foram duas das pautas mais relevantes da reunião entre o candidato a vice-governador de Minas na chapa com Patrus, Jarbas Soares, e os dirigentes dos sindicatos da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot) e da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon).

Jarbas se reuniu na tarde dessa segunda-feira (14) com os presidentes do Sicepot-MG, Bruno Ligório, e do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, para uma conversa de aproximação da campanha Patrus com o setor. Ambos frisaram a necessidade de parceria entre Estado e iniciativa privada para investimentos robustos em infraestrutura.

“Tivemos pouquíssimos investimentos nos últimos anos. Dos 25 mil quilômetros de estradas sob gestão do DER-MG, o orçamento é de R$ 600 milhões/ano. Esse valor está bem aquém dos R$ 2 bilhões necessários para a manutenção das rodovias. Seriam necessários R$ 2 bi para manutenção e o mesmo valor para poder fazer novos acessos, acostamentos e outras soluções de engenharia. Como buscar recursos para garantir que as 853 cidades tenham bons acessos e boa mobilidade?”, questionou Ligório.

Do Sinduscon, a demanda foi sobre o novo governo ajudar a diminuir o déficit habitacional dos mineiros, hoje na casa de 600 mil unidades. “Gostaríamos de uma Cohab (Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais) menos executora e mais fomentadora da construção”, disse Lafetá.

Segundo Ligório, o sindicato montou uma agenda de infraestrutura para investimentos de médio e longo prazo que será apresentada em breve aos candidatos ao governo do Estado, conjuntamente com a pauta do Sinduscon. “Nos preocupa o pós da reforma tributária, o fim da guerra fiscal. Tememos uma fuga de investimentos porque Minas já não teve nada nos últimos anos e nossa infraestrutura está deficitária. Para uma mudança desse cenário, precisamos de um plano de Estado, precisamos debater e planejar onde queremos estar daqui a oito anos”, disse. 

Jarbas Soares ressaltou a importância de dialogar com os setores e disse que Minas Gerais está parada  no tempo e a sua infraestrutura é incompatível com a grandeza do Estado.

“Infelizmente, não tivemos nos últimos anos uma governança capaz de dialogar com o governo federal e atrair os investimentos de que precisávamos, o que prejudicou o povo mineiro de inúmeras formas. A começar pela falta de aportes em infraestrutura de rodovias e em grandes projetos de desenvolvimento que pudessem gerar empregos, renda e qualidade de vida para a população. Também perdemos  nosso protagonismo no cenário nacional por falta de disposição política para o diálogo institucional. se o povo mineiro nos escolher, esse cenário será completamente diferente”, ressaltou.

50 problemas de 30km
Um dos projetos imediatos que vêm sendo debatidos entre Patrus e Jarbas, caso eleitos no dia 4 de outubro, é conseguir de imediato a garantia de um aporte do Governo Federal para recuperar/construir 1.500 quilômetros em estradas. Segundo Jarbas, “com esse recurso é possível resolver 50 problemas de 30 quilômetros, cada um”.

“São pequenos trechos, que podem interligar cidades ou regiões  que hoje não se comunicam ou mesmo para termos uma nova alternativa de tráfego regional, como a necessária duplicação de Serra do Cipó com Lagoa Santa; Sete Lagoas a Confins; Juiz de Fora ao Aeroporto de Guaianá, por exemplo. Há um trecho no Norte, entre Capelinha, Itamarandiba e Turmalina; Lavras a Barbacena, conectando Sul e Zona da Mata… São trechos importantes, que hoje não têm condições e que vão beneficiar as comunidades locais, o agronegócio, as indústrias. O trecho de Brumadinho até a 381, a Fernão Dias, não foi feito até hoje, isso porque tem dinheiro em caixa há cinco anos”, pontuou.