Propostas para uma integração entre os 34 municípios que compõem a Região Metropolitana de Belo Horizonte foram apresentadas nesta quinta-feira (20) por Patrus Ananias, durante debate entre candidatos a governador de Minas Gerais promovido pela Granbel (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte). Patrus ainda se comprometeu a adotar em seu governo sugestões apresentadas em carta entregue pelo presidente da entidade e prefeito de Nova Lima, João Marcelo.
Questionado sobre políticas para aliviar a pressão assistencial sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os leitos hospitalares, Patrus ressaltou a importância de parcerias entre o governo mineiro, prefeituras e União.
Além de políticas preventivas para evitar o adoecimento, tais como investimento em segurança alimentar, garantindo uma alimentação saudável, prática de esportes e um bom atendimento na atenção primária.
Patrus lembrou ainda que durante sua gestão na PBH, municipalizou o Sistema Único de Saúde (SUS) e reduziu os números da mortalidade infantil.
A integração do transporte metropolitano, permitindo um deslocamento com mais rapidez e qualidade para aqueles que transitam entre os municípios para trabalho ou estudo foi outro tema discutido no encontro.
Patrus afirmou que repetirá no governo de Minas a mesma estratégia adotada na PBH. “Vamos fazer o que já fizemos: contratos claros com as empresas. Não é estatizar, mas o Estado tem o dever de acompanhar os contratos com o privado para que não se desvincule do bem comum, que são ônibus em boas condições e horários que atendam às necessidades dos usuários”, disse.
Contrário à privatização de serviços essenciais, Patrus lamentou a venda da Copasa e afirmou que é necessário o acompanhamento dos contratos por parte do Estado, garantindo a qualidade do abastecimento de água e tratamento esgoto em Minas Gerais. Se eleito, manterá a Cemig como estatal.
Política habitacional
Parcerias com o governo federal para o incremento do programa Minha Casa Minha Vida serão reforçadas em uma gestão Patrus. O candidato ressaltou que a moradia digna é uma direito constitucional e faz parte de uma política pública para reduzir a população em situação de rua. Em Belo Horizonte, por exemplo, estima-se que 14 mil pessoas estão vivendo nas ruas.
“Muitas pessoas estão ali por uma carência de uma moradia decente, pelo desemprego, pelo vício em álcool e drogas e até por uma desilusão amorosa. E elas não podem ficar nas ruas. É preciso que haja espaços dignos para o acolhimento dessas pessoas”, defendeu.


