Patrus Ananias prestigia posse da nova reitoria da UEMG e reafirma compromisso com a autonomia universitária

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Defensor da autonomia universitária e da escola pública de qualidade, Patrus Ananias marcou presença na posse da nova reitoria da UEMG, em 22 de julho, nos jardins do Palácio da Liberdade.

Eleitos pela comunidade acadêmica, os professores Vinicius D’Ávila e Vanesca Korasaki, reitor e vice-reitora, assumem o mandato de 4 anos, em substituição à professora Lavínia Rosa Rodrigues e ao professor Thiago Torres Costa Pereira. 

“Eu considero a UEMG e a Unimontes como uma conquista a ser alargada, ampliada. A educação é uma política pública fundamental e aproveito para externar meu compromisso com a universidade pública em Minas Gerais, com a UEMG especialmente”, afirmou Patrus Ananias.

A posse da nova reitoria da universidade estadual acontece no mesmo ano de aprovação da proposta (PL 2.699/2011) que garante autonomia em universidades e institutos federais, relatado pelo deputado federal Patrus Ananias na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A aprovação na Comissão de Educação foi fundamental para o avanço da proposta no Congresso.

Após ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, o projeto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de março de 2026, tornando-se a Lei nº 15.367/2026. A nova legislação extinguiu a lista tríplice para a escolha de reitores e vice-reitores das universidades e institutos federais.

Em território mineiro, o mandato apoia a iniciativa das companheiras e deputadas estaduais Beatriz Cerqueira e Bella Gonçalves, autoras do Projeto de Lei 5.365/2026, que acaba com a lista tríplice e assegura que a escolha feita pela comunidade universitária seja sempre respeitada na Uemg e na Unimontes.

“UEMG, quem conhece defende”

Além de fortalecer a democracia no interior das instituições de ensino, o deputado Patrus Ananias se posicionou contra as investidas do governo estadual para transferir a universidade para a esfera estadual como forma de pagamento da dívida mineira.

A proposta gerou forte reação da comunidade acadêmica e da sociedade. Câmaras municipais de diversas cidades aprovaram moções de repúdio, e prefeituras publicaram manifestações de apoio à universidade.

O movimento, que recebeu o apoio do mandato, resultou na retirada dos projetos pelo governo e na exclusão dos imóveis da UEMG da lista para pagamento da dívida estadual. A expressão “UEMG, quem conhece defende” passou a sintetizar o sentimento coletivo.

Patrus Ananias também contribuiu, por meio de emendas parlamentares para a construção do restaurante universitário e para a aquisição de equipamentos para o curso de comunicação da unidade de Passos.

A UEMG possui 22 unidades acadêmicas distribuídas por 19 municípios mineiros, 28 polos de apoio a distância, 1.716 professores com um total de 23.068 estudantes matriculados (cursos de graduação e pós-graduação).

Escrita por: Berenice Martins